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USO EXCESSIVO DE TELAS E TRANSTORNOS MENTAIS

  • Foto do escritor: JAELSON SANTOS
    JAELSON SANTOS
  • 7 de mar.
  • 2 min de leitura

A utilização de dispositivos digitais, em especial as redes sociais, tornou-se parte integrante da vida contemporânea, principalmente entre crianças e adolescentes. Aplicativos como Instagram, TikTok, Whatsupp e Youtube tornaram-se essenciais para comunicação, trabalho e entretenimento, concentrando grande parte do tempo de uso digital.

No Brasil estudos indicam que os brasileiros passam mais de 9h conectados à internet, quase metade da população passa mais de 5h em frente à telas apenas para entretenimento. Com crianças o cenário é preocupante, indicando que 78% de crianças com até três anos de idade já apresentam exposição regular às telas de 2h ou 3h diárias, muito acima do recomendado por pediatras.

Estímulos visuais e sonoros intensos, que potencializam sistemas de recompensas imediatas como curtidas e comentários, estimulam o acesso contínuo à internet. O tempo de exposição à telas em excesso tem sido associado ao desenvolvimento ou agravamento de transtornos mentais como ansiedade, depressão e sintomas do TDAH-Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Estudos indicam associação entre o uso intenso de redes sociais e aumento de sintomas ansiosos e depressivos, como sentimentos de solidão e baixa autoestima. Esses sentimentos se refletem em comparações sociais constantes, exposição a padrões de vida irreais e dependência de validação, podendo desenvolver sofrimento psicológico e vulnerabilidade social.

A exposição prolongada à luz emitida por dispositivos eletrônicos reduz a produção de melatonina (hormônio que regula o sono), causando dificuldade de iniciar o sono, redução da duração do sono e prejuízo cognitivo, que aumentam o risco dos transtornos ansiosos. O consumo de conteúdos rápidos e estimulantes também podem intensificar sintomas do TDAH, como reduzir a capacidade de manter a atenção, dificuldade de concentração e impulsividade.

Como estratégia para a mitigação do uso excessivo de telas pode-se estabelecer limites para uso diário, período programado de desconexão e criação de ambientes livres de telas. Para isso é muito importante a participação da família, especialmente com crianças e adolescentes, monitorando o tempo de uso, estabelecendo regras e incentivando atividades off-line.

É essencial a prática do uso consciente da tecnologia, aliada à educação digital e promoção de hábitos digitais saudáveis com acompanhamento familiar, promovendo o equilíbrio entre atividades digitais e experiências presenciais. A identificação precoce de uso problemático de dispositivos eletrônicos, associada à intervenção clínica adequada quando necessário, são essenciais para prevenir e tratar transtornos mentais associados ao uso excessivo de telas.


 
 
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